TORNE-SE UM DISCIPULADOR - RALPH NEIGHBOUR

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Que é Discipular?

1. É manter um relacionamento onde há transferência de valores.

2. É Transferir:ATITUDES, HABILIDADES, OBJETIVOS.

3. Discipular é o exercício de fortalecer os seguidores de Cristo.

O Discipulado é o trabalho conjunto de 3 pessoas:

1. Cristo, O Edificador: “E Eu edificarei a minha igreja”...“Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome estarei no meio deles”

2. O Discípulo: O Discípulo é alguém que deseja ser um imitador de Cristo.

3. Discipulador: é alguém que se compromete a cuidar, ensinar, fortalecer uma pessoa, até que Cristo seja formado nela.

Marcas do Discipulador Aprovado:

ESTILO DE VIDA EXEMPLAR
VIDA DE ORAÇÃO
DISPONIBILIDADE
MANEJO DA BÍBLIA
CHEIOS DE FÉ
CHEIOS DE BONDADE
CONFIÁVEIS
CORAÇÃO DE SERVO

Jesus: O Mestre dos Discipuladores:

1. Jesus ensinava por meio de exemplo Pessoal.
2. Os discípulos aprendiam com experiências em comum.
3. Jesus sempre providenciava um momento de ensino.
4. Os discípulos aprendiam uns com os outros

As 4 Fases do Discipulado

1ª Fase: a familiarização entre Discipulador e Discípulo.
2ª Fase: os conflito de valores, prioridades e práticas.
3ª Fase: a comunhão no amor de Cristo.
4ª Fase: o trabalho em conjunto entre Discipulador e Discípulo para alcançar outros para Cristo.

PROCESSO DE APRENDIZAGEM

Nós Guardamos:

10% DO QUE LEMOS
20% DO QUE OUVIMOS
30% DO QUE VEMOS
50% DO QUE VEMOS E OUVIMOS
70% DO QUE DISCUTIMOS
80% DO QUE EXPERIMENTAMOS
95% DO QUE ENSINAMOS
Seis Verbos conjugados pelo Discipulador

1. Ouvir
2. Interceder
3. Ensinar
4. Formar
5. Marcar o passo
6. Integrar

4 ERROS A SEREM EVITADOS

ERRO 1: Ignorar o que está sendo dito
ERRO 2: Pensar na resposta enquanto ouve.
ERRO 3: Dar a impressão de estar ouvindo, mas desligar-se da conversa.
ERRO 4: Filtrar somente o que interessa ouvir.

OUVIR

Três Maneiras eficazes de Ouvir

Escuta Intencional Ativa

1. necessidades
2. medos
3. alegrias
4. convicções

Escuta com Aceitação

- perceba os detalhes importantes
- observe emoções nas palavras
- não julgue ou condene enquanto ouve

POSTURAS DE ESCUTA

Ouvir com o Corpo todo
55% da expressão de sua escuta vem da postura do corpo.
38% vem da expressão vocal.
7% vem das palavras que você usa.

INTERCEDER

1. Interceder é estar entre Deus e seu Discípulo .
2. Interceder é representar o Discípulo perante Deus.
3. Interceder é representar Deus perante o seu Discípulo.

ENSINAR

1. Ensinar não é somente informar.
2. Ensinar é transformar valores.
3. Ensinar é modificar as prioridades.
4. Ensinar é determinar uma nova prática na vida do Discípulo.

FORMAR

1. Dar forma ao Discípulo através da sua própria vida.
2. Formar é fazer primeiro, obedecer primeiro, é servir primeiro.
3. Ser o exemplo não significar ser perfeito, mas disposição intensa de seguir a Cristo.

MARCAR O PASSO

1. Discipulado não é uma prova de velocidade...mas de resistência.
2. Marcar o passo das lições
3. Marcar o passo da oração
4. Marcar o passo do testemunho

INTEGRAR

1. Seu trabalho é ampliar o oikos do seu Discípulo.
2. É desaconselhável ter um relacio-namento exclusivo com seu Discípulo.
3. A diversidade de relacionamentos enriquece a vida de seu Discípulo.
4. É importante conhecer o oikos do Discípulo para evitar eventuais hostilidades.
5. Faça uma visita para o oikos do seu Discípulo - construa algumas pontes.
6. Descubra as Pessoas-Chave na vida do Discípulo e suas influências.

Discipulador e a Edificação

1. Identifique as emoções expressas pelo seu Discípulo.
2. Identifique a necessidade sentida e a necessidade real do Discípulo.
3. Confronte em amor o comportamento ou prática contrária ao Evangelho.
4. Na solução de um problema, procure a opção que dará maior glória a Deus.
5. Ofereça informações que ajude o seu discípulo a tomar a melhor decisão.
6. Encoraje seu Discípulo a mudar seus paradigmas.
7. Torne logo de início seu Discípulo um auxiliar de edificação.

Planejando o Encontro Discipulador-Discípulo

1. Comece fazendo oração pelo discípulo e pelo encontro.
2. Escreva o que Deus lhe falou no ‘quarto de escuta’.
3. Estude cuidadosamente a lição e evite a impressão de que não se preparou.
4. Anote detalhes do encontro.

Os Dez Mandamentos de Discipulador

1º Ouça!
É preciso ouvir ao Espírito Santo
É preciso ouvir o Discípulo.
Faça perguntas até que entenda o problema.
Observe a ‘dança das emoções’.

2o Prefira o Esclarecimento ao Conselho.
O esclarecimento ajuda o Discípulo a tomar ele mesmo a decisão.
O conselho impõe a decisão.
O esclarecimento encoraja - o conselho diz: - Você não pode decidir sozinho!

3º Não resolva os problemas do seu Discípulo
É um risco assumir responsabilidades pelos problemas do Discípulo.
Isso o fará transferir para o Discipulador toda a carga do problema.
A melhor ajuda será sua oração, seu tempo, sabedoria e amor.

4º Não faça crítica ou juízo antes que os novos valores tenham sido adotados.
É necessário criar um ambiente de segurança para o Discípulo.
Somente a tristeza de Deus produz verdadeiro arrependimento.

5º Mostre ao seu Discípulo a importância de descobrir e experimentar a vontade de Deus.
Entre a situação atual e a situação ideal é necessário obedecer a vontade de Deus.

6º Evite salvar o Discípulo de sua própria estupidez.
Vitimas legítimas devem ser alvo do amor, compaixão e apoio.
A insensatez acarreta consequências
É preciso saber quando se deve resolver o problema, e quando se deve apenas apoiar durante o problema.

7º Não Empreste dinheiro diretamente ao seu Discípulo
O empréstimo direto provoca a sensação de dívida para com o Discipulador
Se precisar fazê-lo, dê anonimamente ou acione a CÉLULA.

8º Seja paciente quando encontrar comportamentos negativos repetidos.
As vezes, o próprio Discípulo não conhece as causas de suas atitudes.
É preciso esperar até que Deus revele as raízes do problema.
Paciência é fonte de esperança para o seu Discípulo
Seja perseverante!

9º Identifique a Síndrome do ‘Disco Furado’
Há pessoas que contam sempre a mesma estória à célula, exaurindo o ânimo dos seus membros.
É preciso mostrar a situação em amor.
Confrontar em amor é melhor do que ignorar.

10º Seja criativo no uso de ferramentas para um discipulado eficaz.
Use livros, filmes, cassetes, livros, jornais, etc.
Eventos

EVANGELISMO PESSOAL

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Evangelizar é tarefa para todos os cristãos. Vimos também que evangelizar é compartilhar o Evangelho do Reino: a possibilidade do ser humano colocar-se debaixo do governo de Deus, através da vida, morte e ressurreição de Cristo. É bom lembrar que o objetivo do evangelismo é o DISCIPULADO. Ninguém melhor para nos ensinar sobre como evangelizar do que o próprio Senhor. Vamos estudar João 4 e aprender os princípios do evangelismo pessoal.


Aprendendo com Jesus os Princípios do Evangelismo Pessoal: Jesus nos deixou um maravilhoso exemplo de como evangelizar através do seu encontro com a mulher samaritana (João 4:1-29). 


1º) IR ATÉ ELES (vs. 3 a 7)

O método que muitos crentes utilizam (e também Igrejas) é o de esperar que os não crentes venham até nós. Observe que Jesus não esperou que aquela samaritana fosse procurá-lo em Jerusalém, ou mesmo em Cafarnaum, na Galiléia. O texto bíblico conta que Ele foi até Sicar, junto a um poço aberto pelo patriarca Jacó, e que ficou ali descansando (acredito que Ele esperasse pela mulher) por volta do meio dia - o horário mais quente e menos provável de alguém “normal” buscar água no poço.

Lembremos da Grande Comissão: “Ide” (Mt 28:19).

Em Romanos 10:17, o apóstolo Paulo afirma: “A fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo”. Nos versos 14 e 15 ele raciocina logicamente: “Como pois invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?”. É óbvio que o primeiro passo para levar um pecador a Jesus é ir até ele com a palavra!

Leia os seguintes textos e observe este passo no ministério de Jesus: Mt 9:23-26; Lc 5:30-31; 7:37-39; 11:37-39; 19:5-6.

2º) INTERESSAR-SE (vs. 6 a 9)
Aprendemos com Jesus que temos que nos interessar pelos outros se quisermos que eles se interessem pelo que temos a falar. A narrativa bíblica nos mostra o interesse de Jesus em auxiliar a samaritana.

O sentimento que nos leva ao interesse pela pessoa que não conhece o Evangelho é a compaixão. Na Parábola do Bom Samaritano, em Lucas 10:25-37, Jesus deixa claro aos seus discípulos que eles deveriam demonstrar compaixão para quem quer que precisasse de seu auxílio.

Os Evangelhos relatam em diversas passagens a compaixão do Senhor, necessária para nos dispormos a levar as boas novas a alguém:

a) Em Mt 9:27, dois cegos clamar a Jesus: “Tem compaixão de nós, Filho de Davi!”;

b) Em Mt 9:35 e 36: “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando toda sorte de enfermidades. Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque andavam desgarradas e errantes, como ovelhas que não têm pastor.”

c) Em Mt 14:14: “E ele, ao desembarcar, viu uma grande multidão; e compadecendo-se dela, curou os seus enfermos” (quando da 1a. multiplicação dos pães).

d) Em Mt 15: 30-32, Jesus demonstra sua compaixão na 2a. multiplicação dos pães: “Jesus chamou os seus discípulos e disse: tenho compaixão da multidão...” (v. 32).

e) Em Mt 20:30-34, Jesus sentiu compaixão pelos cegos: “E Jesus, movido de compaixão, tocou-lhes os olhos, e imediatamente recuperaram a vista, e o seguiram.” (v. 34).

f) Em Lc 7:11-14, Jesus compadeceu-se da viúva de Naim: “logo que o Senhor a viu, encheu-se de compaixão por ela, e disse-lhe: não chores.” (v. 13).

3º) DESPERTAR A CURIOSIDADE (vs. 7 a 9)



Jesus fez um simples pedido à samaritana: dá-me de beber. Entretanto, este pedido causou uma reação na mulher: “como você, sendo um judeu, pede água para mim, samaritana?”. O fato de judeus e samaritanos serem inimigos provocou esta reação. Porém, Jesus era diferente e a mulher interessou-se em saber o por que. Se nós agirmos da mesma maneira que o mundo, não despertaremos a curiosidade de ninguém para o que temos a oferecer.

As diferenças que o mundo precisa enxergar em nós:

a) a nossa união, como Corpo de Cristo: Jo 17:21
b) as boas obras que glorifiquem a Deus: Mt 5:13-16
c) a vida irrepreensível de um legítimo filho de Deus: Fp 2:14 e 15
d) uma fé que subsista aos olhares mais atentos: II Reis 4:9, Dn 6:3 e 4

Uma boa técnica para despertar a curiosidade é a da PERGUNTA estratégica:

i) Se o seu coração parasse de bater agora, para onde iria sua alma?
ii) Se você morrese, sua alma chegasse à porta do céu e lá um anjo lhe perguntasse: “Por que deveria eu deixá-lo entrar no céu?”. O que você responderia?
iii) Você sabe quantas religiões existem no mundo? Já lhe informaram de que, na verdade, só existem duas?

4º) DAR A PALAVRA CERTA NO TEMPO OPORTUNO


Apesar do interesse e curiosidade demonstrados pela mulher samaritana, Jesus trabalhou com ela com calma. A mulher estava envolvida na atividade de retirar água do poço e Jesus levou-a a interessar-se pela água viva (v. 10). Jesus mostrou-lhe que conhecia fatos acerca da vida dela (vs. 16-18) e a samaritana pensou que ele fosse um profeta. A mulher queria saber onde deveria adorar a Deus: em Gerizim ou em Jerusalém (v. 20). Jesus ensinou-lhe que Deus procura quem o adore em espírito e em verdade (vs. 23 e 24). Foi neste ponto que a mulher lembrou-se da promessa do Messias e que Jesus revelou-se como o Salvador prometido (v. 25 e 26).

O segredo para apresentar a PALAVRA CERTA no tempo oportuno é o trabalho na dependência do ESPÍRITO SANTO. Já vimos no “módulo 1” acerca da obra que o Espírito Santo faz, nos capacitando com poder, autoridade e sabedoria para evangelizar (Atos 1:8, Mt 10:19 e 20).

Para cada tipo de pessoa há uma maneira melhor de apresentar o Evangelho:

a) a pescadores: “Eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4:19).
b) a pessoas acostumadas à vida agrícola: o semeador (Mt 13:1), o joio e o trigo (Mt 13:24), os lavradores maus (Mt 21:33).
c) a apreciadores de esportes: I Co 9:24-27.
d) a conhecedores da vida pastoril: Jo 10:7ss
e) a familiarizados à rotina militar: Ef 6:10-17

5º) NÃO CONDENAR

Evangelizar não é se fazer juiz de alguém. O próprio Jesus não condenou a mulher samaritana - Ele falou do seu pecado, lembrando-lhe de seus cinco maridos. Ela mesma sentiu sua condenação. Em João 8:11, podemos observar a palavra que Jesus deu à mulher surpreendida em adultério: “Nem eu te condeno; vai-te e não peques mais”.

Condenar uma pessoa pelos seus maus feitos serve, muitas vezes, para fechar a porta de oportunidade para evangelizá-la. Lembremos que ser cristão é muito mais do que seguir regras como “não fumar” e “não beber”.

Lembre-se que quem convence a pessoa de seu pecado, da justiça de Deus e do juízo é o próprio Espírito Santo de Deus! (Jo 16:8).


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Autor: Paulo Rogério Petrizi - Adapatado por Robson Brito

NÃO SOIS DEUSES, HOMEM É QUE SOIS

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A partir do momento em que você tem um “eu”, surge a possibilidade de colocá-lo em primeiro lugar, de querer ser o centro – de querer, na verdade, ser Deus. Foi esse o pecado de Satanás; e esse também o pecado que ele ensinou à raça humana. 

Algumas pessoas pensam que a queda do homem está relacionada ao sexo, mas isso é um erro. (O livro de Gênesis na verdade sugere que a depravação da nossa natureza sexual foi resultado da queda, e não sua causa). 

O que Satanás colocou na cabeça dos nossos ancestrais mais remotos foi a ideia de que eles poderiam ser “como deuses” – que poderiam depender de si mesmos como se tivessem sido seus próprios criadores. “Sejam seus próprios mestres”, dizia ele, “Inventem o tipo de felicidade que vocês desejam para si mesmos, fora de Deus”. 

E foi dessa tentativa desesperada que surgiu praticamente tudo o que se relaciona ao que chamamos de história humana: dinheiro, pobreza, ambições, guerras, prostituição, classes, impérios, escravidão. A longa e terrível história do homem à procura de algo diferente de Deus para lhe trazer felicidade.

[C. S. Lewis, Mero Cristianismo. São Paulo: Martins Fontes, 2005]

GRITOS DE SOCORRO - REV. ELBEN CÉSAR

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Eugene Peterson, 80 anos, professor emérito de teologia da espiritualidade no Regente College, em Vancouver, Canadá, é autor de vários livros e de uma paráfrase contemporânea da Bíblia, intitulada “A Mensagem”, publicada no Brasil pela Editora Vida. Além de confessar que vive “o tempo todo no limiar da derrota”, Peterson é suficientemente honesto para acrescentar: “Coloco todos os dias o amor em risco. Não há nada em que eu seja pior do que em amar. Saio-me muito melhor na competição que no amor. Sou muito melhor em responder a meus instintos e ambições de ir na frente e deixar minha marca do que em entender como amar meu semelhante. Estou treinado e preparado em habilidades egoístas, em fazer coisas à minha maneira” (“Um Ano com Eugene Peterson”, p. 35).

Por causa desse risco e de muitos outros, que variam de pessoa para pessoa, não há quem não precise fazer orações diferentes daquelas que fazemos normalmente. Elas seriam como gritos de socorro, orações humildes, precisas e até mesmo radicais. Elas são necessárias em vista da natureza humana que nunca muda. Estamos sempre sujeitos a impulsos pecaminosos, que vêm, vão e voltam. Não se pode negar nem subestimar as “forças espirituais do mal que vivem nas alturas” (Ef 6.12). Vez por outra nos encontramos em uma circunstância sufocante. A soma dos acontecimentos nos leva ao chamado “dia mau” (Ef 6.13), quando a batalha entre a carne e o Espírito toma grandes proporções.

Todos temos capacidade positiva (quando ela nos conduz para o bem) e capacidade negativa (quando ela nos conduz para o mal). Somos capazes de realizar coisas incríveis de um lado ou de outro. Temos coragem tanto para entregar nosso corpo para ser queimado em benefício do nome de Jesus quanto para negar o nome dele em sua presença e no momento em que ele mais precisa de nós.

Uma pessoa pode assassinar o próprio irmão por causa de uma explosão de inveja, a exemplo de Caim (Gn 3.10). Pode matar toda a população masculina de uma cidade por causa de uma explosão de vingança, a exemplo de Simeão e Levi (Gn 34.25). Pode roubar uma bela capa babilônica, 200 barras de prata e uma barra de ouro por causa de uma explosão de ganância, a exemplo de Acã (Is 7.21).

A falta de domínio próprio na área da sexualidade levou os homens de Sodoma, “tanto os moços como os velhos”, a cercar a casa de Ló para ter relações sexuais com os anjos que ele hospedava (Gn 19.4-5). Levou Rubem a deitar-se com a mãe de Dã e Naftali, seus irmãos por parte de pai (Gn 35.22). Levou a mulher de Potifar a caluniar José, porque ele se negou a ir para a cama com ela (Gn 39.7-20). Levou Davi, o cantor de Israel, a deitar-se com Bate-Seba, esposa de Urias, um dos seus trinta valentes (2Sm 11.2-4). Levou Amnom a forçar e violentar Tamar, sua irmã por parte de pai (2Sm 13.10-14). Levou o cristão de Corinto a possuir a própria madrasta, o mesmo crime de Rubem (1Co 5.1). O apóstolo Pedro declara que os falsos mestres com os quais ele lidava agiam por instinto, como animais selvagens, e não podiam “ver uma mulher sem a desejarem” (2Pe 2.14).

De sã consciência, ninguém tem condições de dizer que pode dispensar as orações radicais de livramento. Principalmente aqueles que conseguiram, a duras penas, deixar o álcool, as drogas, a pornografia e a prostituição, quando tremendamente tentados a voltar à antiga dependência. Em meio a essa dura batalha, precisamos olhar para os montes e clamar: “De onde virá o meu socorro?” (Sl 121.1).

As orações radicais nunca serão feitas por pessoas presunçosas e autossuficientes, incapazes de admitir a sua fragilidade. Porém, quando reconhecem que não conseguem negar-se a si mesmas no “dia mau”, elas dobram os joelhos e fazem as tais orações: "Ó Deus, derrota-me! Destrona-me! Dobra-me! Esmaga-me! Submete-me! Vence-me! Amém e amém!"


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FONTE: ULTIMATO

VOCÊ É UMA VOCAÇÃO. VOCÊ É UM CHAMADO

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Encontramos na Bíblia muitos chamados feitos por Deus: Abraão, Moisés, os profetas... Em todas as escolhas, encontramos:

  • Deus chama diretamente, pela mediação de fatos e acontecimentos, ou pelas pessoas.
  • Deus toma a Iniciativa de chamar.
  • Escolhe livremente e permite total liberdade de resposta.
  • Deus chama em vista de uma missão de serviço ao povo.
Vocação é o encontro de duas liberdades:

  • a de Deus que chama
  • a do homem que responde

Podemos fazer uma distinção entre os chamados: vocação à existência, vocação humana, vocação cristã e vocação específica, uma sobrepondo-se à outra.

Vocação à existência - À vida

Foi o primeiro momento forte em que Deus manifestou todo o seu amor a cada um de nós. Deus nos amou e nos quis participantes de seu projeto de criação como coordenadores responsáveis por tudo o que existe. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. A vida é a grande vocação. Deus chama para a vida, e Jesus afirma que veio para que todos a tenham em abundância. (Jo 10,10)


Vocação humana - Ser gente, ser pessoa

Foi nos dada a condição da "liberdade dos filhos de Deus", inteligência e vontade. Estabelecemos uma comunhão com o Criador e, nessa atitude dialogai, somos pessoas. A pessoa aprende a conviver, a dialogar, enfim, a se relacionar. Todos têm direitos e deveres recíprocos.

Infelizmente, a obra-prima do Criador anda muito desprezada: enquanto uns têm condições e oportunidades, outros vivem na miséria, sem condições básicas para ressaltar a dignidade com que foram constituídos. No mundo da exclusão acontece a "desumanização"'e pode-se perder a condição de pessoa humana.

Vocação cristã - Vocação de filho, de batizado

Todo batizado recebeu a graça de fazer parte do povo eleito por Deus, de sua Igreja. Através da vocação cristã, somos chamados à santidade, vocação à perfeição, recebendo a mesma fé pela justiça de Deus. Fomos, portanto, eleitos e chamados pessoalmente por Cristo para ser, como cristãos, testemunhas e seguidores do Mestre Jesus. Chamados â fé pelo batismo, a pessoa humana foi qualificada de outra forma. Assim todos fazem parte do "reino de sacerdotes, profetas e reis". (1 Pd 2,9)

Você é uma vocação. Você é um chamado.

O LIVRE ARBÍTRIO - JOHN PIPER

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Para muitos, hoje em dia, é intrigante que Jesus coloque tal valor nos direitos soberanos da liberdade eletiva de Deus, a ponto de falar da maneira como o faz àqueles que O rejeitam. 

Ele fala de maneira a impedi-los de vangloriarem-se, como se pudessem anular os propósitos últimos de Deus. Em João 10.25-26, por exemplo, Jesus respondeu aos céticos que exigiam mais e mais provas: 

“Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas”.

Pense nisto por um momento. Pense acerca do que significa e no fato que Jesus proferiu tais palavras a pessoas incrédulas. Imagine-se como um fariseu ouvindo a mensagem de Jesus e dizendo a si mesmo: se Ele pensa que eu vou ser sugado para dentro desse movimento junto com coletores de impostos e pecadores, está louco. Eu tenho vontade própria e poder para determinar o meu próprio destino. Em seguida, imagine Jesus, sabendo o que se passa no seu coração e dizendo: “Você se vangloria em seu íntimo porque acha que tem o controle de sua própria vida. Você pensa que pode frustrar os planos máximos de meu ministério. Você imagina que os grandes propósitos de Deus na salvação são dependentes de sua vontade vacilante. Em verdade, em verdade eu lhe digo que a razão final pela qual você não crê é porque o Pai não o escolheu para estar entre as minhas ovelhas”. Em outras palavras, Jesus está dizendo: “O orgulho final da incredulidade é destruído pela doutrina da eleição”. 

Aqueles a quem Deus escolheu, Ele também os deu ao Filho; e aqueles a quem Ele deu ao Filho, o Filho também os chamou; e para aqueles que foram chamados, Ele deu sua vida; e para esses Ele deu alegria eterna na presença de sua glória. Este é o prazer do Pai.

FAMÍLIA EM PRIMEIRO LUGAR - STEPHEN KANITZ

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Colocar a família em primeiro lugar não é uma proposição ética tão óbvia, trivial, nem tão aceita por aí. Basta entrar na internet e você encontrará milhares de artigos que lhe dirão para colocar em primeiro lugar os outros - a sociedade, os amigos, o dever, o trabalho, o cliente, raramente a família.

Normalmente, a grande discussão é como conciliar o conflito entre trabalho e família, e a saída salomônica é afirmar que dá para fazer ambos. Será?

O cinema americano vive mostrando o clichê do executivo atarefado que não consegue chegar a tempo à peça de teatro da filha ou ao campeonato mirim de seu filho. Ele se atrasou justamente porque tentou "conciliar" trabalho e família. Só que surgiu um imprevisto de última hora, e a cena termina com o pai contando uma mentira ou dando uma desculpa esfarrapada.

Se você, como eu e a grande maioria das pessoas, tem de "conciliar" família com amigos, trabalho, carreira ou política, é imprescindível determinar, muito antes das inevitáveis crises, quem você prioriza e coloca em primeiro lugar. Você não terá de tomar difíceis decisões de lealdade na última hora, pois a opção já terá sido previamente discutida e emocionalmente internalizada.

Colocar a família em primeiro lugar tem um custo com o qual nem todos podem arcar. Implica menos dinheiro, fama e projeção social. Muitos de seus amigos poderão ficar ricos, mais famosos que você e um dia olhá-lo com desdém. Nessas horas, o consolo é lembrar um velho ditado que define bem por que priorizar a família vale a pena: "Nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar".

Qual o verdadeiro "sucesso" de ter um filho drogado por falta de atenção, carinho e tempo para ouvi-lo no dia a dia? De que adianta fazer uma fortuna para ter de dividi-la pela metade num ruinoso divórcio e pagar pensão à ex-esposa para o resto da vida? De que adianta ser um executivo bem-sucedido e depois chorar na sobremesa porque não conheceu sequer a própria filha?

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O SEGREDO DO PERDÃO - MAX LUCADO

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Ainda é difícil considerar a idéia de perdoar a quem o feriu?

Nós nunca vamos ser capazes de lavar os pés de quem nos magoou até permitirmos que Jesus, aquele a quem magoamos, lave os nossos. Esse é o segredo do perdão. Você nunca vai perdoar ninguém mais do que Deus já lhe perdoou.

Veja como Jesus vai de discípulo a discípulo. Você pode ouvir o barulho da água? Mantenha essa imagem. João 13:12 diz: "Quando ele terminou de lavar os seus pés ..." Note, ele terminou de lavar os pés. Ele não deixou ninguém sair. Isso é importante! Isso significa que ele também lavou os pés de Judas. Jesus lavou os pés de seu traidor. Isso não quer dizer que foi fácil para Jesus. Isso não quer dizer que é fácil para você. Deus nunca vai chamá-lo para fazer o que ele não o tenha feito primeiro!

"Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, cujo pecado é coberto." Salmo 32:1

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Fonte: Max Lucado