SER IGREJA CONGREGANDO

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"Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mateus 16:18)

Eu não tenho nenhum dúvida que a igreja de Cristo na Terra sou eu, principalmente por causa de 1 Pedro 2:9 e 1 Corintios 6:20. Mas não vejo nada que me indique que eu posso viver sozinho, sem me reunir e sem me sujeitar às autoridades que Deus estabelece no meio do Seu povo. Posso discordar de algumas coisas e de algumas pessoas, mas não posso discordar de Deus nem da Sua Palavra.

A referência de Mateus 16:18 deixa claro que o inferno não prevalece sobre a igreja - não fala nada sobre eu estar sozinho. Paulo escreveu a maioria de suas cartas às igrejas, especialmente Coríntios. Inegavelmente, na minha humilde opinião, sermos igreja é algo sobrenatural e nos dá algum tipo de poder, de revestimento, de unção, de benção, sei lá que termo que seria melhor usar. Chame como quiser, sendo igreja (na pluralidade) temos um "algo" que não temos sozinhos.

Talvez por isso muitos entre nós padecem de tanta dificuldade, por que sabemos que a igreja é o Corpo de Cristo na Terra, seja ela reunida ou dispersa. Mas falar mal dela, não zelar por ela, não estar inserido nela... Isso fere um princípio e não consigo enxergar Deus abençoando isso. Vivemos dias difíceis, eu sei, até mesmo por que minha Bíblia tem 2 Timoteo 3. MAS nem por isso vou deixar de congregar, vou deixar de dar minha contribuição para mudar para melhor.

Concordo que existe um mínimo exigível para se juntar a um grupo, mas temos de ser tolerantes. Só seremos vitoriosos e só triunfaremos sobre o inferno reunidos como igreja. Jesus reuniu pessoas. Apocalipse mostra sempre multidões. Não posso crer que tudo que Paulo escreveu nas cartas era para usarmos em separado. 1 Corintios 14 não tem o menor sentido para uma pessoa só e, sinceramente, se classificarmos aquilo como coisa de época, colocamos em cheque coisas demais. Não dá pra mim. Tenho de congregar, tenho de somar.

"Senhor, ajuda-me a entender e participar de algo do Senhor em termos de igreja local. Ajuda-me na dificuldade de me enquadrar e me doar junto de algum grupo local."

Mário Fernandez
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PRESBITERIANISMO NO BRASIL: UM POUCO DA NOSSA HISTÓRIA

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As origens históricas mais remotas do presbiterianismo remontam aos primórdios da Reforma Protestante do século XVI. Como é bem sabido, a Reforma teve início com o questionamento do catolicismo medieval feito pelo monge alemão Martinho Lutero (1483-1546) a partir de 1517. Em pouco tempo, os seguidores desse movimento passaram a ser conhecidos como “luteranos” e a igreja que resultou do mesmo foi denominada Igreja Luterana.
O que é IPB

A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas que têm em comum uma história, uma forma de governo, uma teologia, bem como um padrão de culto e de vida comunitária. Historicamente, a IPB pertence à família das igrejas reformadas ao redor do mundo, tendo surgido no Brasil em 1859, como fruto do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos.

Denominações Presbiterianas no Brasil

A Igreja Presbiteriana do Brasil é a mais antiga denominação reformada do país, tendo sido fundada pelo missionário Ashbel Green Simonton (1833-1867), que aqui chegou em 1859. Mais tarde, ao longo do século 20, surgiram outras igrejas congêneres que também se consideram herdeiras da tradição calvinista. São as seguintes, por ordem cronológica de organização: Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), com sede em São Paulo; Igreja Presbiteriana Conservadora (1940), com sede em São Paulo; Igreja Presbiteriana Fundamentalista (1956), com sede em Recife; Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (1975), com sede em Arapongas, Paraná, e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1978), com sede no Rio de Janeiro.

Rev. Ashbel Green Simonton

Ashbel Green Simonton (1833-1867), o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil, nasceu em West Hanover, no sul da Pensilvânia, e passou a infância na fazenda da família, denominada Antigua. Eram seus pais o médico e político William Simonton e D. Martha Davis Snodgrass (1791-1862), filha de um pastor presbiteriano. Ashbel era o mais novo de nove irmãos. Os irmãos homens (William, John, James, Thomas e Ashbel) costumavam denominar-se os "quinque fratres" (cinco irmãos). Um deles, James Snodgrass Simonton, quatro anos mais velho que Ashbel, viveu por três anos no Brasil e foi professor na cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro. Uma das quatro irmãs, Elizabeth Wiggins Simonton (1822-1879), conhecida como Lille, veio a casar-se com o Rev. Alexander Latimer Blackford, vindo com ele para o Brasil.

Esboço Histórico

Atualmente existem no Brasil várias denominações de origem reformada ou calvinista. Entre elas incluem-se a Igreja Presbiteriana Independente, a Igreja Presbiteriana Conservadora e algumas igrejas criadas por imigrantes vindos da Europa continental, tais como suíços, holandeses e húngaros. No entanto, a maior e mais antiga denominação reformada do país é a Igreja Presbiteriana do Brasil. Ao mesmo tempo, convém lembrar que, já nos primeiros séculos da história do Brasil, houve a presença de calvinistas em nosso país.
Implantação da IPB (1859-1869)

O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do pioneirismo e desprendimento do Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867). Nascido em West Hanover, na Pensilvânia, Simonton estudou no Colégio de Nova Jersey e inicialmente pensou em ser professor ou advogado. Influenciado por um reavivamento em 1855, fez a sua profissão de fé e, pouco depois, ingressou no Seminário de Princeton. Um sermão pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levou-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo de sua preferência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.


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FONTE: PORTAL IPB

CRESCENDO EM ORAÇÃO

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"Perseverai em oração, velando nela com ação de graças; Orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso" (Colossenses 4:2-3)

Perseverar em oração é algo que difere em essência e estilo de tudo o mais que possamos fazer nesta vida e neste mundo. Digo isso com propriedade e com direito de causa. Perseverar não é ser teimoso nem ser apenas persistente, como em outras atividades. Para ser um bom músico ou um bom atleta, talvez seja suficiente um esforço hercúleo, mas para perseverar em oração é preciso muito mais.

A oração é muito mais do que um "simples" diálogo entre duas pessoas, sendo uma delas humana e a outra Divina. É muito mais do algo que fazemos durante algum tempo. Oração sem fé e sem dedicação espiritual é como uma lata vazia sendo chutada: só faz barulho e não produz nada.

Para perseverar em oração é preciso ter fé para prosseguir, é preciso crer que vale a pena prosseguir, é preciso saber para onde vai e onde quer chegar. Muito mais intensamente é tudo isso quando estamos orando em favor de algo que não é do nosso interesse direto, não é algo de nosso benefício pessoal. Interceder é justamente isso e Paulo, neste texto aos irmãos, que viviam em Colossos pede que orem por ele e por seu ministério.

Quando uma pessoa, seja eu ou seja você, se dedica a orar intensamente, continuamente, com fé sincera, e por um longo período de tempo - isso se chama perseverar em oração.

Precisamos aprender e desenvolver isso em nossas vidas, colocando o tempo a sós com Deus como uma prioridade e ainda mais, precisamos aprender a fazer isso sem interesse pessoal e sem pensar em troca com Deus. Aí sim meu querido, começamos a crescer na oração.

"Senhor, ensina-me a investir tempo contigo, intercedendo por outros e orando para Te adorar, independentemente das situações ao meu redor. Eu te amo."


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SER MÃE - NAAMÃ MENDES

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E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Cléopas, e Maria Madalena” - João 19.25 

Até onde uma mãe pode ir por amor ao filho? Maria foi até a cruz. Este fato narrado pelos evangelistas propõe-nos as seguintes neste dia das mães:

Ser mãe é guardar no coração tudo que poderia destruir o filho.
 
Cada filho é único, a mãe, melhor que o pai percebe isso. Cada filho possui uma reação , um jeito, uma vocação. Cada filho trilha o seu caminho. Maria teve aprender isto com seu filho Jesus. Os evangelhos nos contam que à medida que o caminho de Jesus ia sendo revelado, Maria ia guardando todas essas coisas em seu coração. Ah! quanta coisa cabe no coração de uma mãe! Quanto há para ser guardado no coração! Cada gesto do filho, cada palavra, cada reação que ele provoca. Só Deus sabe quanta coisa uma mãe guarda em seu coração.

Ser mãe é não querer controlar o filho mas entregar o caminho de de cada filho a Deus. 

Maria deve ter desejado poupar seu filho de todo aquele sofrimento,assim são as mães. Como deve ter desejado que seu filho não tivesse de caminhar rumo ao Calvário. Entretanto, com ela, mães aprendem que o caminho de seus filhos não deve estar em suas mãos, mas nas mãos de Deus. Os filhos são a herança concedida por Deus aos pais. Estão sob os nossos cuidados, mas pertencem a Deus!

Ser mãe é ir até onde ninguém iria por amor ao filho.

As mulheres nem eram ouvidas ,nem contadas naquela época. Os inimigos de Jesus o colocavam sobre a cruz. Todos que de certa forma seguiam Jesus estavam sobre ameaça . As mulheres mais ainda corriam riscos de serem mortas , apedrejadas, entretanto Maria e outras mulheres seguiram Jesus até o calvário. Ninguém, entre os discípulos foram, mas sua mãe e outras mulheres foram. 

Maria, aos pés da cruz comprende a profecia que ouvira de Simeão mais de trinta anos antes . ... uma espada traspassará a tua alma (Lc 2.35)! Ali, diante da cruz, estava ela com a alma traspassada pela dor de assistir ao sofrimento do próprio filho. Mas de forma providencial, Maria mostra-nos que o lugar de toda mãe que ama o filho e sofre pelo filho é ao pé da cruz, porque na cruz o filho lembra da sua mãe em seu último olhar (Jo 19.27). 

Todas as mães podem ir ao pé da cruz de Jesus e pedirem pelos seus filhos, pois Jesus foi filho e sabe o que é o sofrimento e a preocupação de uma mãe!

Maria, ao pé da cruz, lembra-nos que as mães serão ouvidas quando se colocarem, em oração, diante daquele que esteve na cruz, pois Jesus foi filho e sabe tudo que uma mãe carrega em seu coração!

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Graça suficiente para enfrentar o sofrimento

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Rev. Hernandes Dias Lopes

A escola da vida é diferente da escola convencional. Dá primeiro a prova, depois a lição. Primeiro a dor, depois o aprendizado. Primeiro, o sofrimento depois o consolo. Como foi que o apóstolo Paulo enfrentou o sofrimento? Ele experimentou alegria no sofrimento. Alegria apesar dos problemas; alegria apesar dos difamadores; alegria apesar da morte. Paulo enfatizou que as coisas espirituais estão acima das materiais; o futuro é melhor do que o presente; e o eterno é mais importante do que o temporal. Paulo aprendeu não apenas a sobreviver às circunstâncias adversas, mas ainda a gloriar-se nelas e sair delas vitorioso.

Paulo fala das revelações extraordinárias quando foi arrebatado até o terceiro céu e do espinho na carne (2Co 12.1-9). Há um grande contraste entre essas duas experiências: Ele foi do paraíso à dor, da glória ao sofrimento. Experimentou a bênção de Deus no céu e a bofetada de Satanás na terra. Paulo tinha ido ao céu, mas agora, aprendeu que o céu pode vir até ele.

Charles Stanley, em seu livro Como lidar com o sofrimento?, comentando o texto supra, ensina-nos algumas lições preciosas:

Em primeiro lugar, há um propósito em cada sofrimento. No preâmbulo de sua segunda carta aos Coríntios, Paulo diz que o nosso sofrimento e a nossa consolação são instrumentos usados por Deus para abençoar outras vidas (2Co 1.3). Na escola da vida, Deus está nos preparando para sermos consoladores. Paulo rogou ao Senhor três vezes para remover o espinho de sua carne. Aprendeu, porém, que quando Deus não remove “o espinho”, é porque tem uma razão. Deus não desperdiça sofrimento na vida de seus filhos. Sempre há um propósito. O propósito é não nos ensoberbecermos.

Em segundo lugar, é possível que Deus resolva revelar-nos o propósito de nosso sofrimento. No caso de Paulo, Deus decidiu revelar-lhe a razão do “espinho” em sua carne: evitar que o apóstolo ficasse orgulhoso. Quando Paulo orou, não perguntou porque estava sofrendo, apenas pediu a remoção do sofrimento. Não é raro Deus revelar as razões do sofrimento. Revelou a Moisés a razão porque não lhe seria permitido entrar na Terra Prometida. Disse a Josué porque ele e seu exército haviam sido derrotados em Ai. O nosso sofrimento tem por finalidade nos humilhar, nos aperfeiçoar, nos burilar e nos usar.

Em terceiro lugar, o sofrimento pode ser um dom de Deus. Temos a tendência de pensar que o sofrimento é algo que Deus faz contra nós e não por nós. Jacó disse num momento difícil da vida: “Tendes-me privado de filhos; José já não existe, Simeão não está aqui, e ides levar a Benjamim! Todas estas coisas em sobrevêm” (Gn 42.36). Jacó pensou que Deus estava trabalhando contra ele, quando Deus estava trabalhando por ele. Assim também, o espinho de Paulo era uma dádiva, porque através desse incômodo, Deus o protegeu daquilo que ele mais temia – ser desqualificado espiritualmente. Paulo viu o sofrimento como algo que Deus fez a seu favor e não contra ele.

Em quarto lugar, a graça de Deus nos é suficiente no sofrimento. A resposta que Deus deu a Paulo não era a que ele esperava nem a que ele queria, mas era a que ele precisava. Deus não deu a Paulo o que ele pediu, deu-lhe algo melhor, melhor que a própria vida, a sua graça. A graça de Deus é melhor do que a vida. Por ela enfrentamos o sofrimento vitoriosamente. O que é graça? É a provisão de Deus para cada uma das nossas necessidades. Se a graça de Deus foi suficiente para um homem que deixou todas as glórias de seu passado para pregar o evangelho e plantar igrejas em ambientes hostis, como as províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor. Se a graça de Deus foi suficiente para um homem que sofreu naufrágios, prisões, açoites, apedrejamento e o próprio martírio, tenho plena certeza de que essa mesma graça divina é mais do que suficiente para qualquer sofrimento que você e eu venhamos a enfrentar!

DESAFIOS PARA O HOMEM PRESBITERIANO

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“Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.
Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” I João 1:6-7

Acabo de ler o texto do Rev. Prof. Dr. Héber de Campos, O Pluralismo do Pós-Modernismo, chego a conclusão do intenso desespero que muitos Homens Presbiterianos vêm sofrendo por conta dos rumos obscuros e inóspitos da religiosidade pós-moderna. Pude abrir meu campo de reflexão e de análise sobre a fé cristã a partir de alguns referenciais, que a leitura deste texto trouxe para mim. Por isso, hoje quero compartilhar com você alguns desafios que nós Homens Presbiterianos precisamos tomar no alvorecer da Comunhão visando a Evangelização do nosso País.

Precisamos entender que o “fazer” evangelização da Igreja sem unidade é escândalo, isto porque no Reino de Deus não existe espaço para o fazer individualista. A Evangelização está sempre evidenciando o aspecto da comunhão, porque não existe espaço para evangelização na igreja de forma individualista. A comunhão tem a ver com o Corpo de Cristo e com a Comunidade do Povo de Deus.

O Apóstolo João associa esta necessidade da vida de comunhão e da unidade visível do povo de Deus na obra evangelizadora. Portanto João está falando de uma unidade organizacional visível na história, através de ações de fraternidade prática, vivenciada no amor e propósitos ideais do Reino de Deus, ineqüivocadamente assumidos como prioritários e portanto dignos de nossa convergência.

É interessante que o Novo Testamento diz que o mundo não vê quase nada, “o homem carnal não entende as coisas de Deus”, porque o “príncipe deste mundo cegou o entendimento dos incrédulos”. Mas com relação a unidade da Igreja o mundo “veria”, isso porque seria uma unidade mais do que metafísica, mais do que espiritual, seria uma unidade analisável, mensurável, sociologicamente compreensível, socialmente perceptível. O mundo perdido, cego pelo diabo, é incapaz de perceber a profundidade espiritual do Reino, todavia deve ser capaz de perceber a unidade do povo de Jesus.

Eu penso que nos precisamos ter alguns desafios se queremos tornar a nossa vida como Homens Presbiterianos ou como igreja, como uma igreja que realmente caminha dentro da vontade para o qual Deus a criou. Se queremos caminhar como uma igreja que viva de acordo com a vontade de Deus, precisamos de ser desafiados constantemente em nossa vida cristã.

A evangelização é uma realidade complexa, que inclui exigências irrenunciáveis. A Evangelização no Novo Testamento é destacada como: serviço (diakonia), proclamação, diálogo, anúncio (kérygma), testemunho (martyria) e da comunhão (koinomia).

O mundo em que vivemos está mergulhando em um caos espiritual, que reflete sua obstinada intenção pela exclusão de Deus. Diante desse quadro, a Igreja deve sempre se posicionar levantando a bandeira do Evangelho de Jesus Cristo. Os desafios confrontam-nos para que tomemos decisões firmes em prol do Reino de Deus (I João 1: 6-7).

Consideremos alguns desafios para o Homem Presbiteriano no alvorecer da Comunhão para Evangelização

Os novos desafios, que colocam novas perguntas, impõem igualmente novas respostas. Encontrar respostas adequadas a nossa prática evangelizadora, não é uma tarefa propícia a seguranças. Vivemos um tempo mais de buscas do que sínteses, mais ingente à criatividade do que ao plágio e à repetição. De nada valem as nostalgias restauradoras de um passado sem retorno. É claro que, em se tratando da herança cristã, na busca de novas respostas, impõe-se salvaguardar a autenticidade primitiva, a experiência dos Reformadores. A coragem de renovação é a única garantia de futuro.

Das novas perguntas, postas por um mundo em profundas transformações, impõem-se, pelo menos, três grandes desafios para o Homem Presbiteriano. São desafios que se apresentam como tarefas, a serem realizadas de maneira processual, gosto muito desta palavra, talvez por causa do Direito. Apresenta-se a necessidade urgente de – re-projetar a missão evangelizadora da Igreja, de re-fontizar a identidade reformada da Igreja e de re-novar a Comunhão da Igreja.


1. Re-projetar a missão evangelizadora da Igreja

O primeiro desafio consiste em definir os contornos da identidade reformada da Igreja na obra evangelizadora. A identidade da Igreja (ser) e sua configuração histórica (instituição) derivam da missão (fazer).

Evangelizar não consiste simplesmente em incorporar pessoas a uma Igreja já pronta mas, antes de tudo, em encarnar o Evangelho na vida de pessoas contextualizando-as. Mas, não também de um evangelho supostamente fora da contingência da história e das culturas, o que não passaria da transmissão de uma determinada versão dele e levaria a uma Igreja monocultural. Neste caso, os interlocutores não passariam de meros destinatários, reduzidos a receptores passivos de um evangelho em uma determinada interpretação e vistos como objetos da evangelização. Ora, a Evangelização, trata-se, antes, de um processo cujo sujeito não é quem leva a fé, mas quem recebe a mensagem revelada, dado que neste processo, não é tanto o evangelho que se incultura, mas os sujeitos da cultura que incorporam, a seu modo, o Evangelho em sua vida, em suas relações.

Na tarefa de resposta ao desafio de re-projetar a missão evangelizadora da Igreja, impõe-se fazer do ser humano o caminhar da Igreja, poderíamos pensar em evangelismo pessoal, ou mesmo no evangelismo pelo testemunho, talvez não, mas pensar no evangelismo como um estilo próprio de viver, viver como Cristo viveu. Isto implica a superação da visão teocentrista e de seu conseqüente eclesiocentrismo ou de uma ação evangelizadora meramente ad intra[i], na esfera do espiritual, e situar a missão evangelizadora no coração do homem numa visão Cristocentrica.

Desafios tais como pobreza crescente, ética social-política-econômica, direitos humanos, democracia, violência, igualdade racial, emancipação da mulher, ecoteologia, dizem respeito também ao Evangelho.

2. Re-fontizar a Identidade da Igreja

A preocupação pela “identidade” da Igreja, assim como pela identidade das culturas, dos povos, dos indivíduos etc., está na ordem do dia e tem sua razão de ser. Isso se deve, por um lado, às profundas transformações atuais e, por outro, à cultura de dominação reinante, que operou uma destruição dos valores tradicionais.

Na Igreja, a atual crise de identidade, em grande medida, deve-se às novas perguntas oriundas de um mundo em profundas transformações, que ao exigirem novas respostas, impõem uma nova compreensão de si mesma e uma nova configuração da Igreja.

A crise de identidade, em um momento e contexto particulares, instintivamente leva a re-visitar o passado, em busca da experiência dos nossos pais (Reformadores). Caminha-se ao encontro do referencial histórico, que fundamentou o caminhar até então, para resgatá-lo no novo contexto. Mas, há duas maneiras muito diferentes de re-visitar o passado, que desembocam em modos diversos de configuração da identidade: uma, é re-visitá-lo a partir da instintiva atitude de medo e de autodefesa, que leva a reafirmar a identidade “de sempre”, ou seja, de ontem; outra, é re-visitá-lo a partir da urgência do presente, propondo-se a uma re-fundação da identidade, na fidelidade à experiência dos Reformadores, em perspectiva de futuro, creio que este é o pensamento essencial da fé reformada, “ecclésia reformata semper reformanda”[ii].

Ao buscar a base da nossa identidade no passado, fazendo dele um refúgio, é caminho para o princípio da fé reformada na atualidade. A postura reformada está apoiada em uma visão retrospectiva da realidade, na medida em que se pensa que, não foram os tempos que mudaram, mas a identidade atual que fracassou, por ter se desviado da forma primária. A solução, então, é resgatar a identidade de ontem e trazê-la para o hoje .

No contexto da atual crise da modernidade, a postura reformada está presente também na Igreja. A Igreja está voltada para a esfera ad extra,[iii] em estreita ação do ecumenismo denominacional de linha evangélica[iv], e com os movimentos populares, que perdeu a identidade reformada. Também perdeu seu poder, na medida em que foi usada ou deixou-se usar por outros interesses, por uma politização da fé, que esvaziou a escatologia de sua dimensão transcendente. A salvação foi reduzida à libertação de contingências temporais de ministérios extraordinários. A fé, em seu discurso normatizado que é a teologia, em sua forma de “teologia que liberta”, representa a ingerência indevida de outras ciências na teologia, especialmente da sociologia. A formação, nos seminários e escolas de formação teológica, gera um tipo de pastor crítico em relação à comunhão da igreja, incapazes de veicular uma identidade forte da mesma, diante das vicissitudes da sociedade e das seitas.

A re-fontização da identidade, pela busca da experiência dos Reformadores, nos remete portanto ao próprio caminhar da Igreja na história a partir da Reforma Séc XVI, sob o dinamismo do Espírito Santo. O Espírito Santo não é enviado a uma Igreja já constituída antes de sua missão . A missão do Espírito Santo é constitutiva da Igreja. Ela existe porque o Espírito Santo lhe foi enviado e ela se manifesta a partir deste dom. A Igreja não é nem anterior nem exterior à missão do Espírito. Primeiro há uma missão do Espírito a toda a criação, para que esta criação exista; depois, dentro desta missão geral, surge e existe a Igreja (Pentecoste).

3. Re-novar a Comunhão da Igreja

A Igreja, ainda que seja verdade que não é uma mera democracia, é comunhão, também é verdade que a comunhão pressupõe a koinonia. Passados, entretanto, mais de dois mil anos, por razões diversas, a Igreja parece estar longe de constituir-se em uma koinonia. Na verdade, qualquer forma de autoritarismo é essencialmente contrária à mensagem evangélica.
Evidentemente, estamos falando aqui, não da “origem” do poder na Igreja (a Igreja enquanto manifestação do Poder de Deus), mas de sua gestão, que deve seguir os princípios evangélicos, quais sejam, a ausência de toda sorte de autoritarismo e desrespeito à dignidade das pessoas, a serviço de quem devem estar sempre as estruturas. Certas formas de poder na Igreja, às vezes ditas emanadas do espírito do Evangelho, não passam de heranças históricas, fruto da imitação de poderes temporais .

O acolhimento deve se dar primeiro em nossas afeições e corações, quando então, não se fará acepção de pessoas. Paulo disse que tanto Judeus como gentios deveriam ter o mesmo tratamento no seio da igreja primitiva. Outro aspecto da ética cristã no acolhimento é não fazer distinção entre classes sociais.

A comunhão dos santos faz com que cada graça que Deus concede a um determinado membro da Igreja seja patrimônio de todos os fiéis. Se, numa sociedade, alguns de seus membros se tornam religiosos, ou se santificam, isso redundará em bem para todos os membros da sociedade, e deverá alegrar portanto a todos.

A vida cristã é uma vida de relacionamentos. A comunhão íntima com Deus, pela oração e prática da Sua Palavra, nos leva ao relacionamento fraterno com nossos irmãos de fé. Esse relacionamento cresce na medida em que também cresce nossa fé

CONCLUSÃO

Não importa a sua teologia correta, os seus dons extraordinários ou sua visão ampla e estratégica; se você é individualista e não tem comunhão com a Igreja, você está fora da vontade de Deus. Sem comunhão você é um tijolo fora da construção, um membro fora do corpo, um soldado perdido no campo de batalha, ou seja, uma incoerência, uma contradição, uma vida sem propósito. Você precisa de se relacionar na Igreja por inúmeras razões


BASE BIBLIOGRÁFICA

CAMPOS, Héber Carlos de. O Pluralismo do Pós-Modernismo. http://www.monergismo.com/textos/hermeneuticas/hermeneutica_heber.htm, acessado em 12.11.2007.

Notas

[i] Expressões latinas que significam "para dentro e "para fora". São empregadas para indicar as ações das pessoas da Trindade, seja nas relações internas entre as três pessoas, seja na obra da criação e redenção.

[ii] Igreja Reformada sempre Reformando.

[iii] Por fora e para além das fronteiras.

[iv] Ecumenismo Evangélico segundo o Rev. Dr. Augustus Nicodemus,”é a tentativa de aproximação entre igrejas evangélicas, a nível de cooperação em atividades evangelísticas e sócio-políticas, e mesmo de fusão organizacional. Por exemplo, a cooperação interdenominacional de igrejas e ministros--muitos dos quais não estariam interessados no ecumenismo cristão ou religioso – que se unem para patrocinar uma cruzada de Billy Graham. Vale lembrar que o número de denominações diferentes chegou a 22.000 em 1985 e continua crescendo a uma taxa de cinco novas todas as semanas”. (Ecumenismo – www.ipb.org.br).

* Texto escrito especialmente para a Revista Proposta. Revista editada pela Cultura Cristã, publicada trimestralmente pela Confederação Nacional dos Homens Presbiterianos da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Sobre o Autor

Ashbell Simonton Rédua
asredua@yahoo.com.br
www.revsimonton.org
Direito, Educação, Religião, Filosofia, Teologia

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Fonte: www.artigos.com

CONHECENDO O DEUS DE SEUS PAIS


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“... Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, 
a porta dos céus.” 
Gn 28.17

Jacó, o filho caçula de Isaque e Rebeca, sai de casa por ordem da mãe para não ser morto pelo irmão. Sai depois de mentir, enganar o pai e roubar a bênção do irmão. Sai com a consciência atordoada pela culpa. Jacó foi amado por Deus desde o ventre, não por suas virtudes, mas apesar de seus pecados. Na estrada da fuga, adormece com a cabeça sobre uma pedra e tem um sonho.

Uma escada ligava a terra ao céu e anjos de Deus subiam e desciam por ela. Ali, ouviu Deus falar, apresentando-se como Deus de seu avô e como o Deus de seu pai, mas não como o Deus de sua vida. Jacó era neto de crente e filho de crente, mas ainda não era crente. Deus ainda não era o Deus de sua vida. Ele recebeu promessas de Deus, mas ainda não era convertido a Deus.

Ele acordou de seu sonho e reconheceu que Betel era um lugar tremendo, a casa de Deus, a porta do céu, mas demorou ainda mais vinte anos para ser transformado por Deus. Não adie a mais importante decisão da sua vida. Hoje é o dia oportuno. Hoje é o dia da salvação! Volte-se para Deus, pois ele é rico em perdoar e tem prazer na misericórdia.
Senhor Deus, vejo-me também necessitado de um encontro pessoal, salvador e transformador contigo. Quero dedicar o restante de meus dias para tua glória. Em nome de Jesus. Amém.


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FONTE: LUZ PARA O CAMINHO

DECIDIR É CORRER RISCOS

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A história de José do Egito é sempre muito atual.

Ele venceu várias tentações: a de ceder o seu corpo para o prazer de uma mulher a quem não amava; a de usar o poder para obter benefícios para si mesmo e não para servir; a de se achar um pobre coitado, diante dos pontapés que levou por anos a fio; a de se vingar daqueles que se propuseram a eliminá-lo.

Há outro triunfo e tem a ver com o risco que correu:

Por caminhos que desconhecemos, chegou a ser vizir (primeiro-ministro) de um Faraó.
José adorava, como seu bisavô Abraão, ao Deus único. O Faraó adorava a muitos deuses.
José tinha um código de conduta derivado das profundas experiências dele e de seu pai Jacó com o Deus único. O código do Faraó vinha de outras fontes, muito diferentes.
Eis que José tem a oportunidade de governar o Egito.


Uma coisa é o que achamos que devemos fazer. Outra pode ser o que faremos quando estivermos no vale da decisão. Talvez na condição dele, e diante de tantos riscos, preferíssemos ficar em casa, sem nos envolver.

Num exercício de imaginação, a partir das outras escolhas dele, podemos supor que José decidiu, depois de muito meditar, que poderia servir ao povo egípcio com a convicção que as convicções do Faraó não lhe seriam impostas, de modo que não teria que trair sua consciência fincada em Deus.

Assim, ele entendeu que Deus lhe deu a competência e lhe inspirou os valores que o tornavam capaz de fazer o que ele podia fazer.

Ao fazer isto, José reescreveu, sem o saber, a história da sua própria família, que se transformaria num povo, que levaria o nome do seu pai: Israel.

Quando fazemos o que é certo, nossas decisões ultrapassam nossos dias e alcançam gerações.
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