COM CRISTO NA BATALHA DA ORAÇÃO - 7 (H. BLACKABY)

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Dr. Henry Blackaby
Outras Ilustrações

Uma igreja no leste do Texas convidou-me para ensinar-lhes a reconhecer a presença e a atividade de Deus. Eu estava pregando num domingo de manhã e, como de costume, no final estendi um convite; assim, eu conseguiria ver onde Deus porventura estava agindo e juntar-me a ele. Notei que uma menina de uns dez anos veio do fundo da igreja e se ajoelhou na frente para orar. Ninguém se aproximou a ela. Fiquei tão triste que saí da plataforma e me ajoelhei ao seu lado. Percebi que ela estava orando por alguma amiguinha que não conhecia Jesus. Virei-me para ela e disse: “Você precisa saber que esta manhã é um tempo precioso na presença de Deus. Ele ouviu o seu clamor e você pode ter certeza de que a sua amiga será salva.” Eu podia dizer isso porque a Bíblia assim o diz.

Na noite do mesmo domingo, eu estava pregando ali de novo e tornei a fazer o convite. Logo veio caminhando para frente a mesma menininha, só que agora com uma outra menininha ao seu lado. É claro que eu sabia quem era.

Você pode unir-se a Deus numa batalha que pode estar-se passando no altar da sua igreja? Não seria uma tragédia se Deus o equipasse como um dos seus filhos para entrar numa batalha espiritual que liberta pessoas da escravidão, e você desse as costas e dissesse: “Não é da minha conta”?

Quero falar diretamente com aqueles que são mais veteranos. Quando você vê um casal ir para frente de mãos dadas, você não deveria se juntar a eles? Podem estar no meio de uma batalha espiritual. Não diga “Um dos anciãos, um dos diáconos ou o pastor mesmo deveria ir”. Você é quem deve ir. Você está totalmente preparado por Deus para fazer diferença em qualquer batalha que esteja acontecendo; Deus o convidou para se unir a ele. Descobri que quando oro com alguém, a batalha pode até ficar mais violenta no princípio, mas depois vem aquela vitória incrível e sinto-me tão privilegiado por ter presenciado a derrota do inimigo e o triunfo de Cristo como Senhor.

A batalha pode envolver um dos seus filhos naturais. Num domingo, quando meus filhos ainda estavam na faculdade, fiz o convite e meu segundo filho veio para frente soluçando. Normalmente, ele mantém controle sobre as emoções, mas dessa vez estava soluçando sem parar. Desci para ficar ao seu lado, mas ele me disse: “Pai, há três ou quatro outras pessoas que também vieram para o altar. Você deve dar atenção a elas”.

“Filho, não hoje”, respondi. “Eu sou o único pai que você tem e preciso dedicar meu tempo para você hoje. Não sei o que está acontecendo, mas creio que posso ajudá-lo.”

Abracei-o e voltamos para o escritório. Ele derramou seu coração. Aquele era o momento da sua luta em relação ao chamado de Deus para a sua vida.

Fico tão contente por não ter dito: “Bem, esta batalha não é minha” e por não o ter transferido para outra pessoa. Estou contente porque Deus disse: “Henry, não dê as costas. Você orou pelo seu filho, fez vigílias, e, agora, ele está numa batalha para decidir o resto da sua vida. Você precisa participar dessa batalha e ajudá-lo a obter a vitória.”

Como resultado daquele tempo que passamos juntos, ele se firmou no chamado de Deus, foi para a Noruega durante dois anos, voltou para o seminário e, agora, está de volta à Noruega como pastor de uma igreja. Eu estava presente quando todos os meus cinco filhos receberam o chamado de Deus e sou grato porque o Senhor me equipou de tal maneira que, quando vejo uma batalha, posso entrar nela e ver a vitória chegar.


continua...

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COM CRISTO NA BATALHA DA ORAÇÃO - 8 (H. BLACKABY)

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Dr. Henry Blackaby
Você Vai Vigiar e Orar com Jesus?

Talvez você precise tomar um passo firme em direção a Deus. Quem sabe você precise aceitar o convite do Senhor para acompanhá-lo ao Getsêmani. Talvez ele lhe diga: “Você pode ser um dos três que irão adiante e vigiarão comigo? Você vigiará e orará comigo enquanto eu carrego o peso do país nestes dias atuais?” Ele ainda está buscando quem o acompanhará. Você poderá ser um deles, alguém que lhe dirá, no momento decisivo, ajoelhado diante dele: “Senhor, eu irei contigo. Não darei as costas nesta minha hora de batalha.

Verei o Senhor trazer a vitória, mas quero estar contigo. Não quero permanecer onde estou na minha vida de oração. Quero um nível mais elevado de oração com o meu Senhor. Quero me deslocar de onde estou para onde tu queres que eu esteja.”

Teremos de firmar alguns compromissos incomuns em oração para Deus poder trabalhar poderosamente através de nós. Não seja como os efraimitas, os quais, embora totalmente armados, davam as costas no dia da batalha. Não deixe uma vaga no lugar que Deus designou para que estivesse, fazendo com que outros tenham que assumir sua responsabilidade.


F I M

A GRAÇA PODE NOS FAZER MAL

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A graça de Deus sobre nossas vidas, demonstrada em Jesus Cristo sobre a cruz do perdão, é tão maravilhosa que nunca nos cansamos de extasiarmos diante dela. 

No entanto, ela pode nos fazer mal.
  • Ela nos faz mal quando a compreendemos mal. (Como os andarilhos do caminho para Emaús, podemos estar com Jesus e não perceber que estamos com ele.)
  • Ela nos faz mal quando a recebemos como se a tivéssemos conquistado. (Não diz o Novo Testamento que ela é um presente?)
  • Ela nos faz mal quando permitimos nos encher de um ar de superioridade em relação aos outros que imaginamos ainda não foram alcançados por ela. (Jesus nos ensinou a orar como o publicano-falho, não como o fariseu-perfeito.)
  • Ela nos faz mal quando a usamos para descansar de nossa tendência à prática das perversidades, especialmente as sutis. (Na batalha espiritual travada dentro do nosso coração, perderemos, se relaxarmos.)
  • Ela nos faz mal quando nos servimos dela de biombo para não produzir gestos de misericórdia para com o próximo. (Tiago disse que a fé sem obras de bondade é falsa.)
  • Ela nos faz mal quando deixamos de crescer no conhecimento dela, como se já soubéssemos tudo. (O apóstolo Paulo, quando foi convertido, retirou-se para o deserto para estudar.)
Israel Belo de Azevedo

MEDO

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LEITURA BÍBLICA: João 20.19-23

Deixo -lhes a paz; a minha lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. 
Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo (Jo 14.27).

No texto que você acabou de ler, João relata que os discípulos de Jesus estavam com medo dos judeus. Seu Mestre tinha sido morto e agora poderia ser a vez deles, por isso estavam reunidos com as portas trancadas. O medo naturalmente faz com que as pessoas busquem proteção. Mas Jesus havia dito que ressuscitaria. Uma mulher viu o túmulo vazio e comunicou o fato aos discípulos (Jo 20.1-2). Isso pode ter suscitado a reunião. Além do medo, eles ainda poderiam estar com muitas dúvidas sobre o que teria acontecido ao corpo de Jesus. É neste momento de medo e perguntas que Jesus aparece entre eles. Ele cumprira sua promessa de ressurreição. A primeira coisa que ele diz é: "Paz seja com vocês". 

O fato que chama atenção nesta história é que Jesus não os condena. Na hora da prisão dele, eles fugiram e negaram que o conheciam. Mas Jesus, ao se colocar no meio deles, não pede explicações nem os motivos do abandono. Ele apenas deseja que tenham paz. Não aquela tranquilidade de ter sossego na vida, embora esta também seja importante. Mas a paz que ele dá é de um tipo que o mundo não pode oferecer: a paz do perdão. Este está comprovado nos ferimentos dele. Por isso ele mostra as mãos e o lado e pode também perdoar os discípulos que o abandonaram na hora mais difícil. 

Desde que a humanidade desobedeceu a Deus e se rebelou contra ele, as pessoas procuram por paz, mas não a encontram fora de Jesus. Elas "se trancam" em si mesmas e em suas casas, têm medo do que poderá acontecer no futuro e também da morte. Mas é nesta hora que Jesus vem ao seu encontro, não para condená -las, mas para tirar o medo e dar paz. Ele oferece seu perdão, um novo relacionamento com Deus e uma nova vida com ele. Você já teve este encontro com Jesus? – VS

Confie em Jesus e troque o medo pela paz.

VIDA PLENA

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Ser cheio do Espírito Santo é viver um estilo de vida caracterizado por relacionamentos humanos com qualidade espiritual.

Quem está cheio do Espírito Santo tem alegria em conversar. Não evita seus irmãos, mas se aproxima deles. Abraça-os. Beija-os. Interessa-se por eles. Suas palavras, trocadas entre si, parecem salmos, hinos e cânticos espirituais, porque ele medita na palavra de Deus dia e noite (Salmo 1.1).

Quem tem a mente de Cristo se submete ao outro. O apóstolo Paulo termina esta característica espiritual recomendando a submissão mútua (Efésios 5.21). Um se submete, mas não espera que o outro se submeta, mas o outro se submete, de modo que ninguém se serve da submissão do outro, porque todos são submissos por amor ao outro.

O campo dos relacionamentos é o teste de provas do cristianismo. Num campo de provas, o veículo, que começou numa prancheta, é testado. Sua força é testada. Sua velocidade é aferida. Seu comportamento num choque frontal é observado. É no campo de provas que o veículo é aprovado, pronto para sair às ruas.
Para sermos aprovados na vida, precisamos ser cheios do Espírito Santo.


Israel Belo de Azevedo

VOCÊ SABE AMAR?

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Por achar erroneamente que amar é tão somente um sentimento, muita gente não sabe e nem aprende a amar durante toda a sua vida.

Para aprender a tocar um instrumento, é necessário frequentar uma escola de música ou contratar um professor particular, depois empenhar-se em conhecer um pouco de teoria musical para então sofejar as primeiras notas. Depois você conseguirá tirar algum som do instrumento e um pouco mais a frente surgirão as primeiras músicas.

Para amar, o raciocínio não pode ser diferente, é necessário que você primeiramente decida e depois comece a conhecer a teoria do amor (faça uma pesquisa apronfudada em 1 Coríntios, capítulo 13) com um pouco de empenho você logo estará praticando algumas notas de amor.

Para ser um bom músico, são necessários treino e dedicação, ficar horas e horas treinando aquele novo arpejo para então construir um bom e amplo repertório.

Para conseguirmos amar verdadeiramente precisamos nos esforçar em aprender esta arte, reconhecer que é possível atingir novos patamares e nos empenhar em alcançá-los. Com o tempo, seu esforço e dedicação começarão a produzir as mais belas melodias e logo surgirá em você a orquestra perfeita do amor.
Pense Nisso.

Esses e outros textos você pode ler no blog Vivendo uma aliança de amor do casal Márcio e Regina Cunha

PODE SER QUE DEUS INTERVENHA

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Você se pergunta por que tanto sofrimento.
Se fosse com você, até suportaria. Mas com seu filho, por que? É muito duro.
Sei que já ouviu muitas explicações. Deus sabe de todas as coisas. Deus tem o melhor. Não pergunte por que, mas para que?
Embora isto tudo seja verdade, convido-lhe para outro caminho.
Sabe para que servem as explicações? Para nos deixar mais aflitos. Vejamos: você orou e nada aconteceu. Por que nada aconteceu? Então a explicação explica que você não mereceu ser seu pedido atendido. Por que? E lá vêm outras perguntas. A explicação para o sofrimento só tem valor intelectual. Não ajuda em nada a quem sofre. Traz culpa. A culpa de não ter merecido a atenção de Deus.
Por isto, gosto de uma ideia que bebi num dos livros do teólogo católico Peter Kreeft. Diz ele que a Bíblia não explica o sofrimento, mas mostra um Deus que sofre com os que sofrem. Em outras palavras: quando sofremos, não estamos sozinhos. Nosso companheiro é Deus.
Então, em lugar de buscar explicações, peça a Deus para lhe dar forças para enfrentar a dificuldade, sobretudo com as incertezas sobre o futuro.
Ao mesmo em lugar, em vez de achar que não tem mais jeito, continue a pedir a Deus que intervenha. Ele pode fazer isto. E talvez faça.
Se fizer, cante.
Se não fizer, agradeça.
Agradeça mesmo que não compreenda.
Agradeça-lhe por estar ao seu lado quando o vale se enche de sombras. Acima delas, o sol brilha.

Desejo-lhe um BOM DIA.
Israel Belo de Azevedo


O LONGO CAMINHO DA MATURIDADE | RICARDO BARBOSA

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A nobreza humana é fruto do longo caminho percorrido por aqueles que, com perseverança, amor, bondade e fidelidade, vão escrevendo sua história.

Tenho me perguntado com relativa freqüência: por que as pessoas são tão resistentes ao amadurecimento? Por que tem se tornado tão raro ver homens e mulheres crescendo emocionalmente e espiritualmente? Convivo com pessoas que, apesar de todas as experiências já vividas, depois de terem lido bons livros, conversado com pessoas maduras e inteligentes, de terem passado por escolas e universidades, ouvirem boas palestras e saberem quase tudo o que a Bíblia ensina, permanecem imaturas. Pessoas assim resistem com todas as forças a qualquer mudança; repetem os mesmos erros, as mesmas dúvidas, os mesmos sentimentos de rejeição; implicam com as mesmas coisas, oram pelos mesmos assuntos, brigam as velhas brigas. Dão a impressão de que não avançaram um milímetro no caminho do amadurecimento, não subiram nenhum degrau na escada do crescimento, não deram nenhum passo em direção a uma vida mais verdadeira. Alguns dão a impressão de que, na verdade, andaram para trás, retrocederam, tornaram-se piores do que já foram.

Basta olhar à volta e ver como as pessoas estão envelhecendo. É raro encontrar hoje um idoso maduro, sábio, bem humorado, destes que já viveram o bastante e souberam aproveitar cada experiência, que não vivem por aí resmungando e reclamando da vida, lamentando a idade e as oportunidades perdidas. Têm sempre uma boa palavra, um bom conselho; sabem envelhecer e não ficam procurando, pateticamente, viver como um adolescente, achando que o bonito está em retroceder e que a velhice é um estágio da vida que precisa ser deletado.

Penso que a resistência ao amadurecimento tem alguma relação com a resistência ao envelhecimento. Certamente, há muitas razões para a letargia emocional e espiritual em que nos encontramos hoje. Na verdade, ao olharmos para as virtudes cristãs, vamos perceber que, uma a uma, vêm sendo desprezadas e desconsideradas em nossa gloriosa civilização moderna e tecnológica. Humildade, simplicidade, castidade, generosidade, amor, bondade, paciência, coragem, lealdade, fidelidade, perseverança e gratidão vêm sendo substituídos por orgulho, vaidade, ambição, egoísmo, pressa, luxúria, inveja, traição, inconstância e ciúme. Somos, hoje, uma geração que não sabe mais amar, mas fazer sexo; que transformou o velho pecado da ambição na virtude da competência e da competitividade; que fez da vaidade a porta de acesso às banalidades sociais e do egoísmo uma arma de sobrevivência.

A paciência há muito deixou de ser uma virtude e, em seu lugar, cresceu o espírito da urgência e da pressa que, com seu pragmatismo funcional, atropelou o longo caminho da construção da dignidade e da honra. O sentimento de gratidão vem sendo substituído pela luta pelo direito e não há mais em nós aquele sentimento de dívida, que, no passado, moldou o caráter das pessoas que contribuíram com seu sacrifício para com a humanidade, porque reconheciam, com profunda gratidão, que tudo o que tinham lhes havia sido doado. O amor e a castidade perderam sua nobreza, transformando o corpo num artigo barato, usando a sensualidade como moeda para adquirir alguns momentos de euforia sexual.

Há um tempo atrás escrevi um artigo alertando contra o perigo dos atalhos. Minha preocupação era a mesma de hoje. A nobreza humana é fruto do longo caminho percorrido por aqueles que, com paciência e perseverança, gratidão e respeito, amor e bondade, fidelidade e lealdade, vão escrevendo sua história rumo à maturidade. São pessoas que sabem aproveitar cada experiência vivida, que não fogem do sofrimento e da dor, que reconhecem que tudo o que tem valor encontra-se nas profundezas da alma e precisam ser garimpados com paciência e perseverança.

Há uma metáfora do apóstolo Paulo que nos ajuda a entender isso. Ele compara a vida a uma corrida, na qual, para ganhar o prêmio, o corredor precisa de duas coisas: manter diante de si o alvo e ter disciplina. Para ele, a vida deveria ser olhada assim. Ele afirma que corria como quem sabe aonde quer chegar e, como todo atleta, impunha sobre si a disciplina necessária para ter a certeza de que não correu em vão. A imaturidade é o resultado de uma história vivida sem consciência de destino e sem disciplina.

A sensação de vazio, o tédio e falta de significado é o que move as novas gerações. Não se vê mais um sentido de missão ou consciência vocacional; não se sabe para onde caminham e nem os valores que abraçam. Os apelos da propaganda, as inúmeras ofertas e possibilidades, a agitação das festas e bares, os convites para as mais variadas atividades, levam a uma falsa sensação de preenchimento e significado. Contudo, quando as luzes se apagam, o barulho cessa, a multidão desaparece e a ressaca acaba, não sobra nada a não ser um vazio que insiste em dizer, silenciosamente, que o caminho não é este, que o alvo se perdeu, que as forças estão se esvaindo – e o tédio começa a bater mais fortemente na porta.

A maturidade tornou-se um artigo raro na sociedade pós-moderna. Alguns dias atrás, uma senhora me procurou para falar dos planos de casamento de sua filha. No meio da conversa, sua preocupação com a maturidade do casal, particularmente de sua filha, ficou evidente. Ela tinha certeza de que não estavam preparados para celebrar uma aliança tão importante e vital para suas vidas. No fim da conversa, ela disse num tom irônico: “Mulheres como eu, capazes de enfrentar as lutas que enfrentei, trabalhar, criar os filhos, amar o marido mesmo nos momentos mais difíceis, honrar a aliança que fizemos, superar as diferenças e chegar a esta altura da vida mais plena e mais verdadeira, apesar de todas as cicatrizes que ficaram, é coisa rara, pastor, muito rara”. Ela estava certa.


Autor:
Ricardo Barbosa de Souza é conferencista e pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasilia.