Deus trabalha no turno da noite

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O Senhor fez retirar o mar... toda aquela noite - Êxodo 14.21


Neste verso há uma mensagem confortadora que nos mostra que Deus age durante a noite. A grande obra de Deus para com Israel ali não foi feita quando eles acordaram, vendo então que podiam atravessar o mar a seco; mas foi o que Ele fez toda aquela noite.

Do mesmo modo, pode estar havendo uma grande operação em nossa vida, quando tudo parece escuro e nós não conseguimos ver nem perceber coisa alguma; Deus está operando. E como Ele agiu no dia seguinte, assim havia agido "toda aquela noite". O dia seguinte simplesmente manifestou o que Deus havia operado duran­te a noite. Muitas vezes nos encontramos em situações em que tudo parece noite. Confiamos, mas não vemos os resultados; no decorrer da vida não há vitória constante; não há aquela comunhão diária, constante; e tudo parece escuro.

"O Senhor fez retirar o mar... toda aquela noite." Não nos esqueçamos de que foi "toda aquela noite". Deus opera a noite toda, até vir a luz. Às vezes não vemos, mas durante toda a noite, enquanto esperamos em Deus, Ele trabalha. — C. H. P.

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Fonte: Mananciais no Deserto

A ADORAÇÃO COMUNITÁRIA SEGUNDO CALVINO

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O pensamento de João Calvino repousa sob a tese de que todo o verdadeiro conhecimento ou sabedoria está no conhecimento que o homem deve ter de Deus e de si mesmo; sendo que este último é dependente do primeiro. Esta ideia está presente em todo o pensamento calvinista. E na adoração pública não é diferente. Conseqüentemente, o seu pensamento básico quanto a adoração comunitária, bem como todos os seus pensamentos, é que esse deve levar ao conhecimento de Deus.

A aplicação deste fundamento na prática é o princípio da adoração de Calvino. O culto é lugar de conhecimento de Deus; então, o andamento do mesmo, deve gerar este conhecimento. Para isso, seus princípios são extraídos da Escritura. Este fato é comprovado pela seguinte declaração:

Ainda que cite muitos textos do Novo Testamento, da Lei, e dos Profetas, no quais se faz expressa e evidente menção a Cristo, sem dificuldade todos eles não pretendem outra coisa senão provar que Deus, o Criador do mundo, nos é manifesto na Escritura, e que o que devemos saber dele, para que não andemos dando voltas perdidos buscando outro deus desconhecido.
Dessa declaração subtende-se que o culto, e qualquer outra prática cristã, só pode transmitir conhecimento de Deus se for apoiado nas Escrituras, caso contrário, seria devagar sem alcançar o conhecimento devido. Portanto, é natural a centralidade das Escrituras no culto – como será estudado adiante – e também na elaboração dos princípios de culto.
Em sua exposição de Romanos, sobre o capítulo 12, verso 1, Calvino traz outro princípio regulador da adoração comunitária, dizendo:
E se Deus só é corretamente adorado pelo prisma de seus mandamentos, então de nada nos valerão todas as demais formas de culto que porventura engendramos, as quais ele com toda razão abomina, visto que põe a obediência acima de qualquer sacrifício. O ser humano deleita-se com suas próprias invenções e (como diz o apóstolo alhures) com suas vãs exibições de sabedoria; mas aprendemos o que o juiz celestial declara em oposição a tudo isso, quando nos fala por boca do apóstolo. Ao denominar o culto que Deus ordena de racional, ele repudia tudo quanto contrarie as normas de sua Palavra, como sendo mero esforço insensato, insípido e inconsequente.
Deus não quer que os homens lhe ofereçam qualquer coisa. Tão pouco quer que os homens decidam o que lhe dar. Esse reformador entendia que o próprio Deus é quem dita o que deve lhe ser entregue em culto, tanto no aspecto da vida inteira do cristão ser um culto, como na adoração comunitária, visto que o texto de romanos 12 abrange ambos os aspectos. Além disto, fica claro o fato de que Calvino via as normas que Deus requer descritas na Bíblia. Em outro lugar ele escreveu, sendo mais incisivo:

…aqui somos informados de que são falsas e espúrias todas as formas de culto que os homens permitem a si mesmos inventar, movidos por sua ingenuidade, mas que são contrárias ao mandamento de Deus. Quando Deus estabelece que tudo deve ser feito em consonância com sua norma, não nos é permitido fazer qualquer coisa diferente. Estas duas cláusulas significam a mesma coisa: olha que façais tudo segundo o modelo; e: Vê que não faças nada além do modelo. E assim, ao enfatizar a norma que estabelecera, Deus nos proíbe afastar-nos dela, mesmo que seja um mínimo. Por essa razão, todas as formas de culto produzidas pelos homens caem por terra, bem como aquelas coisas a que chamam sacramentos, e, contudo, não têm origem em Deus.
O que fica muito claro nestes princípios é que Calvino tinha uma ideia teocêntrica de culto. Em todos os aspectos, o culto parte de Deus, e é voltado para Deus. Mesmo na instrução da igreja vê-se um aspecto teocêntrico, pois a importância da pregação da Palavra está no fato de que é Deus quem fala, e que o povo de Deus aprende sua vontade e a como servi-lo. Ele viu que não são as pompas e ritos do homem que agradam a Deus, mas a obediência ao que ele coloca como forma de adoração.

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Fonte: Portal IPB

O MAIOR MANDAMENTO

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"Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.” (Deuteronômio 6:4-5)

Nosso Senhor disse isso aos fariseus quando lhe perguntaram qual era o maior mandamento da Lei. Essa passagem faz parte do Shemá, porção do Torá conhecida por todos os judeus piedosos. A primeira parte é usada pelos teólogos para enfatizar o monoteísmo, porém a segunda parte é essencial também. O versículo não é somente uma chamada para se acreditar em uma doutrina correta; é uma convocação à uma aliança exclusiva com Deus. E não é direcionada a um indivíduo somente, mas à comunidade baseada na fé. Não está escrito o ‘meu Deus’, mas o ‘nosso Deus’.

De todo o teu coração. O “coração” no hebraico é a parte do ser que decide, estabelece prioridades, faz planos. Portanto, amar a Deus de todo coração não é algo emocional, sentimentalista, mas é dar a Deus a prioridade máxima, tomar cada decisão no contexto de Sua verdade, fazer planos com o objetivo de cumprir Sua vontade.

De toda a tua alma. Para os hebreus, a “alma” é de fato a própria vida de uma pessoa. Tudo em sua vida está baseado em seu amor por Deus? Tudo o que fica no caminho desse amor é descartado? Amar a Deus não é uma emoção, mas uma escolha. E escolher Deus sempre significa renunciar outra opção – o conforto, a vontade própria, a independência, etc.

De todas as tuas forças. O sentido aqui é “amar com grande empenho”. Amor pelas metades não é aceito por Deus. Não é algo que se faz quando se sente vontade de fazer, mas um alvo que se cultiva para toda a vida.

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Extraído do devocional
BOA SEMENTE- pedidos@boasemente.com.br

COM CRISTO NA BATALHA DA ORAÇÃO - 1 (H. BLACKABY)

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Dr. Henry Blackaby

Em Mateus 26.36-46, lemos a respeito daquele momento tão dramático no Getsêmani quando o Senhor Jesus engajou-se em uma das maiores batalhas de sua vida. Ele convidou os seus discípulos para irem com ele ao Getsêmani e, depois, escolheu três deles para o acompanharem mais adiante, onde iria orar. Chegando lá, pediu-lhes simplesmente: “Vigiai e orai”. Procure ouvir o coração do nosso Senhor neste texto:

Foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se (vv.36-37).

Com Jesus no Jardim da Oração

Você já esteve em oração com Jesus naquela intensidade? Já chegou a algum momento em que sabia o que estava no coração de Deus, sabia o que ele estava enfrentando – não somente a dor, mas as questões eternas que estavam em jogo, sentindo que a sua oração faria uma diferença eterna? Se já esteve nesse lugar, sabe o que é experimentar profunda tristeza e grande sofrimento na oração. Posso afirmar que jamais haverá verdadeira mudança no seu país ou na sua cidade até que alguns daqueles que são íntimos de Jesus aceitem ir junto com ele mais adiante e experimentar esse tipo de oração.

“Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo” (v.38). Quem suporta o peso do mundo, você ou o Senhor Jesus? O Senhor Jesus. Você nunca entenderá a oração com a dimensão necessária para mudar uma nação a não ser que entre num relacionamento de oração com Jesus e permita que ele ore através de você. Há um momento em que você começa a orar e é como se estivesse apenas observando enquanto ele carrega o peso do mundo através de você.

“Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando...” (v.39). Muitas pessoas querem louvar mas não querem se prostrar rosto em terra em oração. Há uma hora em que é importante que você pare de louvar e comece a orar um pouco, especialmente quando o povo de Deus se reúne. O louvor nunca pode ser um substituto para a oração nem para o arrependimento! 

Continua...

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Fonte: Arauto Ano 25 nº 5 - Setembro/Outubro 2007





COM CRISTO NA BATALHA DA ORAÇÃO - 2 (H. BLACKABY)

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Dr. Henry Blackaby
A Primeira Palavra do Evangelho

Se o povo de Deus não se arrepende, não haverá avivamento. Contudo, ninguém está ensinando o povo a se arrepender. Eu diria que 85 a 90 por cento de todas as instruções sobre arrependimento na Bíblia são dirigidas ao povo de Deus, não aos perdidos. Entretanto, o povo de Deus vai à igreja, domingo após domingo, e nunca toma conhecimento de que a orientação de Deus é que se arrependam.

Arrependimento é pré-requisito para se experimentar a plenitude de Deus. Qual foi a mensagem que Jesus entregou ao povo de Deus, quando apareceu em cena? “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” [bem próximo de você] (Mt 4.17). Toda a presença, e o poder, e a plenitude de Deus estão bem próximos de você, esperando serem apropriados e recebidos – desde que haja arrependimento.

Arrependimento significa que você vê que está na direção errada e dá meia volta para ir na direção de Deus. Muitos de nós acreditamos que, por estarmos num culto de louvor e adoração, estamos na direção certa. Durante a maior parte da história bíblica, o povo de Deus estava andando na direção errada – mesmo enquanto cultuava ou adorava ao Senhor. No fim, por não reconhecer a sua necessidade nem se arrepender, Israel foi julgado por Deus; os muros de Jerusalém foram derrubados, e o povo de Deus foi levado cativo e escravizado por setenta anos.

É por isso que a primeira palavra que o Filho de Deus proclamou para o seu povo foi “Arrependei-vos”; a plena presença, e o poder, e o reino de Deus estavam dependendo disso para serem recebidos. Será que podemos dizer que esta seria a mesma mensagem que Deus daria hoje para mim e para você? Se não estamos experimentando a medida completa da presença, do poder e da atividade de Deus, não é porque ele não está presente para isso, mas por não preenchermos as condições para experimentá-lo através do arrependimento.

continua...

COM CRISTO NA BATALHA DA ORAÇÃO - 3 (H. BLACKABY)

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Dr. Henry Blackaby
A Mais Sagrada Hora

Jesus convidou os seus discípulos a o acompanharem nesse momento tão sagrado, quando o propósito eterno de Deus estava na balança. Em algumas ocasiões (não sabemos por quê), ele levava apenas três dos discípulos para experimentarem algo mais íntimo. Quando subiu ao monte da Transfiguração, a Escritura diz que Jesus se encontrou com Moisés e Elias (na presença do Pai) e que “...falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém” (Lc 9.30-31). O Filho estava a ponto de livrar um mundo inteiro através da sua morte em Jerusalém, e, portanto, era sobre esse momento tão crucial no plano de Deus que conversaram no monte. Jesus queria que Pedro, Tiago e João estivessem juntos ali, a fim de que pudessem experimentar algo da intensidade da hora e do significado da oração; que entendessem como os céus e a Terra podem ficar profundamente interligados, como a história pode ser marcada quando um filho de Deus ora.

Uma das mais sagradas horas nos propósitos de Deus é quando há um clamor, gerado por ele mesmo, em favor de uma cidade, igreja ou país. Ah, que Deus viesse para os seus, que os seus pudessem reconhecê-lo, entender o que ele pretende fazer e oferecer-lhe suas vidas com tal realidade e de tal modo que se tornassem, de repente, o povo através de quem Deus pudesse cumprir sua vontade! Um grande e impetuoso avivamento chegaria, trazendo o poder de Deus para uma cidade e, além daquela cidade, para o estado e toda a nação. Deus pode fazer isso.


continua...

COM CRISTO NA BATALHA DA ORAÇÃO - 4 (H. BLACKABY)

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Dr. Henry Blackaby
Deus visitou Saskatoon!

Deus permitiu que eu estivesse em Saskatoon, Saskatchewan (Canadá) dois anos antes da presença e do poder de Deus caírem naquela cidade. Havíamos formado uma reunião de pastores e obreiros; percebi que, enquanto orávamos, Deus tratava com o meu interior. Ele identificava o pecado em meu coração e me levava a entregar-lhe aquela área para purificação de tal modo, semana após semana, que tive experiências extremamente reais e significativas. Sentia desejo de voltar correndo para a igreja que pastoreava para compartilhar o que Deus estava fazendo. A congregação começou a ser purificada, e todos sentiam, de maneira nova, o coração de Deus.

Um dia, Bill McLeod, um outro pastor da cidade, me chamou e disse: “Henry, parece que chegou aquilo por que estávamos orando!” Na igreja dele, havia dois diáconos que não se falavam por alguns anos. Na noite anterior, um deles, sentindo grande convicção, baixou a cabeça e começou a andar para a frente da igreja para se encontrar com Deus, sem perceber que, no lado oposto do auditório, o outro diácono estava se dirigindo para o mesmo lugar, debaixo da mesma convicção. Ao chegaram lá, um percebeu a presença do outro e, diante de toda a congregação, caíram nos braços um do outro, choraram, arrependeram-se e restauraram o seu relacionamento.

Bill contou-me que, naquele momento, de repente uma adolescente levantou-se numa ponta e a mãe dela, na outra. A mãe gritou para a filha: “Filha, perdoe-me; não tenho sido a mãe que deveria ter sido”. Em seguida, a filha replicou: “Mãe, não tenho sido a filha que deveria ter sido”. Elas correram pelo auditório e lançaram-se nos braços uma da outra. O culto durou várias horas enquanto Deus ia tocando em vidas por toda a congregação.

Deus visitou a cidade inteira de Saskatoon. Por sete semanas e meia, o Espírito de Deus manifestou-se de forma incrivelmente poderosa sobre toda a cidade. De repente, as igrejas começaram a arrepender-se e voltar-se para Deus. Durante anos, a presença e o poder de Deus permaneceram sobre as pessoas que foram tocadas nesses dias.

Quando cheguei lá, minha congregação consistia em dez pessoas, todas tão desanimadas, que queriam mesmo se dispersar. Depois que a presença e o poder de Deus tocaram suas vidas, durante o tempo em que permaneci lá, eles inauguraram 38 novas congregações. Nunca, em toda a sua história, que remontava ao final da década de 1920, eles haviam iniciado uma nova congregação sequer em qualquer outra comunidade.

Começamos a orar por obreiros. Até então, nunca haviam alcançado estudantes universitários; depois, foram batizados 180 estudantes da Universidade. Nunca alguém da congregação havia respondido a um chamado para o ministério; depois, mais de 100 sentiram o chamado. Começamos um seminário teológico lá mesmo, a fim de treinar aqueles que Deus estava chamando. Mais de 480 pessoas passaram por aquela escola, e até hoje estão impactando vidas no Canadá e ao redor do mundo. No meio de todo aquele tremendo toque de Deus, meus quatro filhos foram chamados para o ministério.

Há uma plenitude de tempo na economia de Deus. Jesus sabia, no Getsêmani, o que estava acontecendo e não queria que os seus discípulos perdessem aquele momento incrível. Se você observar a história, verá que o momento de Deus para um grande e poderoso avivamento é sempre precedido e acompanhado por uma quantidade incomum de oração. Parece que Deus faz alguma coisa no coração do seu povo para chamá-lo para algo muito além de tudo o que havia conhecido até então.

Jesus sabia que os seus discípulos viriam a ser a verdadeira essência do povo de Deus que o Pai desejava usar para tocar e transformar todo o Império Romano. Por isso, apresentou-os a um momento na oportunidade de Deus em que puderam ver o tipo de oração que seria implantado em seus corações.

Quando Deus tem um encargo, ele procura depositá-lo no coração dos seus. Não há dúvida de que o Getsêmani foi o maior de todos esses tempos. Durante séculos, voltando até à eternidade, o Pai planejara esse momento no qual ele mesmo, em Cristo, reconciliaria o mundo inteiro consigo. Quanta coisa estava em jogo, quanto dependia de como o Filho entenderia o coração do Pai! Podemos perceber uma minúscula parte desse drama através da oração do Getsêmani. Orar assim é algo muito incomum. Jesus revelou aos três: “A minha alma está profundamente triste até à morte” (Mt 26.38). Eles o observaram na sua agonia, e, de acordo com Lucas 22.44, o suor da sua testa era como se fossem grandes gotas de sangue.

Você sabe por que não temos avivamento? Porque não temos oração de avivamento. Estamos satisfeitos em deixar o pecado dominar e, depois, nos queixarmos a Deus de que o pecado é tão terrível. Deus diz que a qualquer hora em que estiver disposto a pagar o preço, você pode ser a pessoa a mudar essa situação. Mas não será através de oração comum, rotineira. Você estaria disposto a deixar Deus levá-lo a um outro nível de oração, para uni-lo ao seu Filho e para fazê-lo experimentar a hora do Getsêmani? Lá você ouvirá as palavras de Jesus, observará todos os seus movimentos e o ouvirá dizer: “Você não pode vigiar comigo por uma hora sequer?”


continua...

COM CRISTO NA BATALHA DA ORAÇÃO - 5 (H. BLACKABY)

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Dr. Henry Blackaby
Em Contraste Marcante

Salmo 78.9-11 é um daqueles textos trágicos da Escritura que descrevem momentos críticos em que Deus resolve chamar um grupo de pessoas, e elas não respondem adequadamente. O povo de Israel estava para enfrentar batalhas incríveis contra o inimigo. Sabendo disso, Deus chamou Efraim, uma parte do povo, e o armou para a batalha.

Ouça a tragédia e, depois, as três razões por que ela ocorreu:

“Os homens de Efraim, flecheiros armados, viraram as costas no dia da batalha.” Eis agora as três razões por que abandonaram os seus companheiros e desertaram do conflito: “... não guardaram a aliança de Deus e se recusaram a viver de acordo com a sua lei. Esqueceram o que ele tinha feito, as maravilhas que lhes havia mostrado.”

Deus os havia equipado plenamente, mas eles se recusaram a aceitar sua preparação. Por isso, mesmo estando armados, carregando arcos, plenamente equipados, quando chegou a hora da batalha, seus corações não estavam equipados. Por isso, deram as costas e deixaram um lugar vazio, fazendo pesar uma responsabilidade bem maior sobre os seus companheiros. Os que ficaram tiveram de cobrir o seu lugar.

Primeiro, eles não guardaram a aliança, não foram fiéis ao pacto; esqueceram que eram um povo escolhido por Deus, chamado por Deus e equipado por Deus para ser o povo de Deus na hora de Deus. Deus não sabia que haveria momentos de luta e de batalha com o inimigo? Sabia, sim. Ele fez a provisão adequada? Sim, ele fez. Contudo, o povo não se manteve firme no chamado que recebeu de Deus.

Segundo, recusaram-se a andar dentro das leis de Deus, na vereda que ele lhes mostrara. Se tivessem lido a respeito da provisão divina e tivessem andado nela, certamente teriam estado prontos para a batalha. Porém, não leram as suas Escrituras e, por isso, estavam totalmente ignorantes do que Deus requeria.

A maioria do povo de Deus talvez assista a apenas um culto por semana, aos domingos. Acham que podem ser bons discípulos de Jesus, sem qualquer ensinamento sobre vida prática. Alguns poucos talvez vão às reuniões de oração, mas tenho constatado que nem os anciãos e diáconos costumam ir, muito menos a grande maioria da igreja. Como você pode ser um líder e ficar ausente nas reuniões em que o povo de Deus intercede na presença de Deus? Precisamos arrepender-nos! Estamos andando na direção errada.

Meus companheiros no exército de Deus, fomos equipados pelo Espírito Santo, equipados pela presença do Cristo vivo, equipados pela plenitude de Deus nas nossas vidas, equipados pelas Escrituras! Além disso, ainda temos a oportunidade de chegar diante de Deus em oração, que representa uma outra parte do nosso equipamento. Deus ainda colocou o seu povo ao nosso redor para nos ajudar. Entretanto, mesmo estando equipados, com nossos arcos em nossas mãos, estamos dando as costas no dia de batalha. Não temos chance alguma de vencer com esse nível de envolvimento. Temos abandonado nossos irmãos, deixando-os lutar sozinhos.


continua...