UM VELHO CHAMADO PARA UMA IGREJA NOVA






A Igreja de Jesus Cristo tem uma missão. O nosso Senhor, após sua ressurreição, encontra-se com seus discípulos na Galiléia, num monte que ele indicara. Aproximou-se deles e lhes disse: “Toda a autoridade me foi dada nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei”.


Todos os cristãos participam desta missão. Fomos chamados por Cristo para fazer discípulos de todas as nações. Jesus é o Rei e o Senhor. Nossa tarefa é convidar homens e mulheres de todas as nações a se submeterem ao seu governo. Não se trata fazer uma religião crescer. Trata-se do reconhecimento de que Deus, o Criador, realizou a redenção de sua criação através de Cristo, e que agora chama todos aqueles que experimentaram esta redenção a serem ministros (servos) da reconciliação, conduzindo homens e mulheres a se reconciliarem com Deus.
Sabemos que esta missão não pode ser realizada apenas pelo nosso esforço. Nosso chamado envolve ir, fazer, ensinar. Contamos com a presença e ação do Espírito Santo que realiza o que não somos capazes de realizar. É a terceira pessoa da Trindade que nos habilita para esta missão. Ele faz de nós testemunhas de Cristo e ministros da reconciliação. A igreja em Jerusalém nos primeiros anos da era cristã era uma igreja de gente como nós, vivendo num mundo como o nosso, sofrendo dramas como os que vivemos e lutando com os problemas que também lutamos.
O poder da ressurreição de Jesus e a dádiva do Espírito Santo fez com que aqueles irmãos experimentassem uma conversão radical que transformou suas vidas de forma profunda e real. Os levou a construírem uma comunidade onde o amor, perdão, generosidade e graça fosse uma realidade e uma esperança para a sociedade pagã do primeiro século. Enfrentaram perseguições e sofrimento com coragem e ousadia. Tinham imenso prazer em se encontrar para orar, meditar nas escrituras e servir uns aos outros. No meio de tudo isto, Deus ia realizando entre eles muitos sinais que evidenciavam seu poder e presença, dando-lhes mais coragem e ânimo para prosseguirem.
Esta comunidade compreendeu seu chamado missionário. Todos estavam, de uma forma ou outra, envolvidos na grande tarefa da proclamação do evangelho e na reconciliação do ser humano com Deus e o próximo. Alguns foram separados para irem mais longe, noutros lugares e países, outros ficaram em suas cidades, mas todos estavam conscientes de que a tarefa era de toda a igreja.
O Espírito Santo sempre agiu na história da igreja. Ele age através do povo de Deus. É isto que vemos em nos relatos de Atos. Um povo que proclamava, servia, abria mão da segurança e conforto e se entregava com alegria e paixão nesta missão. Muitos foram presos. Outros, martirizados. A obediência era a marca comum de todos. A obediência sem o poder do Espírito se transforma num movimento sem conversão real. O poder do Espírito sem um povo obediente se perde o propósito final, a formação do povo de Deus.
Ser cheio do Espírito não significa viver uma vida de poder, como se o poder fosse nosso. Significa receber o poder de Deus para sermos testemunhas de Cristo. O poder do Espírito Santo nos abre para uma obediência real. Nos coloca no caminho da missão e do serviço. O relato do livro de Atos é que, enquanto o povo seguia no caminho da obediência, o Espírito ia fazendo aquilo que só Deus pode fazer. Foi isto que a igreja do primeiro século experimentou e é isto que devemos permanecer abertos para continuar experimentando em nossa igreja.







Rev. Ricardo Barbosa 
IPPlanalto - Brasília-DF

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FONTE - SITE DA IPP 

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